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 Literatura Brasileira

As primeiras obras literárias escritas no Brasil se constituíram de textos informativos sobre a conquista do território pelos potugueses e sobre a expansão da fé católica. Ficou famosa a carta de Pero Vaz de Caminha sobre a terra recém-descoberta e os sermões e peças religiosas escritos pelos jesuítas com destaque para José de Anchieta e Manuel da Nóbrega.

A partir do século XVII tem início o barroco, estilo ainda bastante influenciado pelo modelo europeu. Ficam conhecidos os sermões religiosos e os textos que falam sobre as belezas naturais do Brasil e a poesia lírica e satírica.

No início do século XIX surge o romantismo que tem caráter nacionalista valorizando a natureza, a história e a língua brasileiras. O poeta baiano Castro Alves destaca-se no período. Desenvolve-se o regionalismo, que enfoca costumes e tradições do interior brasileiro. Entre as principais obras regionalistas dessa fase estão O sertanejo, de José de Alencar, Inocência, de Visconde de Taunay, e A Escrava Isaura, de Bernando Guimaraens.

O desenvolvimento das cidades e o crescimento da população urbana resultaram no surgimento do realismo além das obras influenciadas pelo naturalismo. O romance O Mutalo, de Aluísio Azevedo, é considerando o marco do naturalismo no país. Dá-se uma consilidação do regionalismo como tema dos romances. A partir da segunda década do século XX, já no período modernista, há um novo impulso ao regionalismo e o sociólogo Gilberto Freyre lança o Manifesto Regionalista. A tendência renova-se ainda com Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Erico Veríssimo.

No final do século XIX conhecemos o parnasianismo que propõe uma poesia caracterizada pela correção métrica com vocabulário raro e rimas exóticas. O expoente do movimento é Olavo Bilac cujo romance O Caçador de Esmeraldas é lido e estudado até os dias de hoje. No mesmo período desenvolve-se o simbolismo, caracterizado por uma poesia mística, espiritual e pela preferência por ritmos musicais. Um grande representante do movimento é Alphonsus de Guimarães.

No começo do século XX com a consolidação da República e a expansão cultural, alguns escritores passam a expressar uma visão crítica dos problemas socioeconômicos antecipando uma das tendências mais marcantes do modernismo. Esse escritores são considerados prémodernos. Dentre eles destacam-se: Lima Barreto, que faz uma caricatura do nacionalismo e da pobreza dos subúrbios cariocas; Euclides da Cunha que, em Os Sertões, revela a situação miserável do sertanejo nordestino e Monteiro Lobato que elabora o ciclo do Sitio do Pica-Pau Amarelo, o maior conjunto de literatura infantil já escrito no Brasil.

Em 1992, na Semana da Arte Moderna, são divulgadas as teorias vanguardistas européias. Nessa fase há um resgate de tradições tipicamente brasileiras instalando-se ainda o verso livre, a prosa experimental e uma exploração criativa do folclore, da tradição oral e da linguagem coloquial.

Na década de 50 a poesia é inovada pelo concretismo coma valorização da palavra em si e a abolição do verso. Na prosa, as tendências vão do experimentalismo as pesquisas regionalistas. Destacam-se Nélida Piñon, atual Presidente da Academia Brasileira de Letras, Lydia Fagundes Telles e Rubem Fonseca, atuantes ainda hoje.

Entre os cronistas têm destaques Fernando Sabino (O homen Nu), Rubem Braga e Luís Fernando Veríssimo (O Analista de Bagé). Dentre os escritores de contos, devemos salientar Otto Lara Resende, Moacyr Scliar e Dalton Trevisan.

Na área de biografias, memórias e reconstituições históricas, não podemos deixar de mencionar Antônio Callado (Quarup), Fernando Gabeira (O Que é Isso Companheiro?), Fernando Morais (Chatô, o rei do Brasil), Ferreira Gullar (Poema Sujo), Thiago de Mello (Faz escuro mas eu canto porque a manhã vai chegar) e Adélia Prado (Bagagem).

Literatura

As grandes fases da literatura brasileira ocorreram como a historia desse pais.

O período colonial foi o período do estilo barroco. O movimento literário a partir da independência do Brasil (1822) privilegiou os temas políticos e sociais. O romantismo corresponde ao período do Império. A virada do século foi marcada pelo simbolismo. A partir dos anos 20, o movimento modernista antecipou as grandes mudanças políticas e sociais do vigésimo século.

A literatura do período colonial :

A maioria dos escrivães do período colonial eram padres, fascinados pela descoberta da nova terra e dos habitantes. Uns dos mais importantes da época é o padre José de Anchieta (1534 – 1597) poeta e missionário, o padre Antonio Viera (1608 – 1697), Gregório de Matos (1623 – 1696) e outros.

O Romantismo :

A transferência da família real em 1808 levou ao Brasil o espírito do movimento romanesco europeu : os escrivães se interessaram então à liberdade individual e as questões sociais. Depois da independência do Brasil, esse movimento se singularizou exaltando a particularidade dos trópicos : Castro Alves (1857 – 1871) descreve a vida dos escravos e as atividades urbanas, Gonçalves Dias (1823 – 1864) a vida e os costumes dos índios. Essa época conheceu ainda outros célebres poetas : Alvares de Azevedo, Fagundes Varela, Capistrano de Abreu. Jose de Alencar (1829 – 1877), o maior romancista da época com o célebre Iracema (historia de uma heroína indígena) e seu romance histórico O Guarani.

Grandes autores também apreciados ainda hoje são Joaquim Manuel de Macedo autor de A Moreninha e Alfredo Escragolle Taunay autor de Inocência.

O Realismo:

Machado de Assis (1839–1908) e considerado o maior escrivão brasileiro do século-XIX . Suas obras de caráter universal, relevam tanto de romantismo quanto de realismo .

Aluísio de Azevedo e Raul Pompeia são os mais lidos e maiores representante do realismo.

Euclides da Cunha (1866-1908) forneceu excelentes descrições de realidades sociais do Brasil no século-XIX : Os sertões “ a guerra dos Canudos” que conta a história de uma revolta no Nordeste.

Literatura do século-XX : 

Os representantes celebres dessa época:

Mario de Andrade (1893-1945), Oswaldo de Andrade (1890-1953), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Jorge de Lima (1895-1953), José Américo de Almeida(1887-1969), Graciliano Ramos (1892-1953), José Lins do Rêgo(1901-1957), Raquel de Queiroz (1910-2003), Jorge Amado(1912-2001), João Guimarães Rosa (1908-1967), Gilberto Freire (1900-1987), Geraldo Mello Mourão (1917-),Vinícius de Moraes (1913-1980).

Entre grandes romancistas traduzidos em língua francesa, citaremos:

Erico Veríssimo, Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Moacyr Scliar, Dalton Trevisan, Osman Lins, Rubem Fonseca, Adonias Filho, Herberto Sales, Dinah Silveira de Queiroz, Nélida Piñon, Raduan Nassar, Roberto Drummond, Autran Dourado, João Ubaldo Ribeiro, Carlos Heitor Cony, Sérgio Sant’Anna, Ignàcio de Loyola Brandão, Jorge Amado, Paulo Freire...